Convém registrar que por essa rota, bem mais adiante, já em território do município de Macururé, não visitado nessa expedição, existem também grandes caldeirões chamados de Caldeirões de São Francisco. Ali também existe a Pedra do Bango-Bango, a Pedro da Onça e inscrições rupestres e um lugar da região é conhecido como a Pedra do Letreiro.

Essas inscrições são muito presentes em vários desses municípios do Sertão, região do Raso da Catarina, como na Serra do Umbuzeiro, em Paulo Afonso, Serra do Galeão em Santa Brígida e em outros municípios, tendo a Arqueóloga Cleonice Vergne, do CAAPA – Centro de Arqueologia e Antropologia de Paulo Afonso encontrado mais de cem sítios ecológicos nos povoados Rio do Sal, Malhada Grande, Mão Direita, Lagoa da Pedra e outros do município de Paulo Afonso, além dos encontrados no Sítio Justino e outros na região de Canindé do São Francisco, quando da construção da Hidrelétrica de Xingó e que deram origem ao Museu de Antropologia de Xingó – MAX.

Feitos esses registros como referência, voltemos à Expedição Sertão e Raso da Catarina.

Depois de muitas horas percorrendo essa paisagem encantadora, o que incluiu muita caminhada e avaliação de possíveis lugares para a instalação de mirantes, todos retornaram à Pousada que não poderia ter outro nome: Aconchego do Raso.

Ali, como programado, todos os participantes assistiriam a uma rodada de palestras de alguns convidados, especialistas em alguns dos temas associados a esta Expedição trazendo subsídios, informações complementares importantes que ampliarão o conhecimento dos participantes e poderão tirar dúvidas em decisões em outras etapas desta Expedição.

A convite da organização do evento ali estiveram Osmar Barreto, do ICMBio, falando sobre a biodiversidade da região; Ronaldo Fernandes da Covevasf/Sergipetec, falando sobre a apicultura e a meliponicultura e sua importância na bioeconomia e o escritor e historiador João de Sousa Lima falando dos aspectos culturais do Raso da Catarina com a presença dos cangaceiros nessa região por cerca de 10 anos.

Também o professor Antônio Galdino da Silva, diretor do site www.folhasertaneja.com.br e do Jornal Folha Sertaneja, especialista em turismo, falaria sobre o poder econômico desta indústria sem chaminé nesta região do Raso da Catarina. Por problemas de saúde no momento, o professor não esteve presente, mas apresenta uma síntese da sua palestra nesta Edição Especial do Jornal Folha Sertaneja, onde também estão sínteses de outras palestras e depoimentos de especialistas.

Após as palestras neste segundo dia, o jantar e o descanso merecido para estarem todos prontos para o terceiro dia que seria bem puxado, até Euclides da Cunha.