Esta região do Nordeste da Bahia esconde tesouros imensos que, aos poucos começam a ser descobertos e valorizados. Boa parte dos seus municípios vivem sob as bênçãos das águas do rio São Francisco. Outra boa parte convive sob o sol intenso da caatinga, sob as bênçãos de rios menores no espaço geográfico chamado Raso da Catarina, que se alonga perder de vista em todas as direções.
Nas margens do grande rio ou nos sertões secos, de terra ardente, estão homens e mulheres da mesma estirpe e com a mesma disposição de luta que se igualam como sertanejos que são, antes de tudo, fortes, valentes, lutadores como bem os definiu Euclides da Cunha no seu livro Os Sertões, cuja primeira edição data de 1/12/1902 e hoje o município que leva o seu nome é lugar de gente hospitaleira, é defensor de se compartilhar as belezas desses sertões com visitantes de todo o mundo.
Assim, vencedores sempre, os sertanejos vão descobrindo, a cada novo tempo, formas novas de sobreviver nesses ambientes, nas margens do rio ou nos sertões de pouca chuva, sempre sertanejos, sempre fortes.
E, na sua busca de melhores condições de vida, descobrem estes sertanejos que, na aridez à sua volta, também há belezas, tesouros imensos, na vegetação diferenciada, no voo das araras azuis de lear que só esse território tem, nas formações de arenito que se elevam a alturas imensas e deixam no ar, no espaço, na mente dos observadores atentos muitos enigmas para serem decifrados.
Na região, circulam histórias de que, em seu tempo de morador dessas paragens sertanejas, Lampião teria deixado ricos tesouros escondidos de que nunca se achou um vintém, uma pataca, uma moeda de mil réis. Mas, não há que se perder tempo buscando esses tesouros escondidos. O homem sertanejo desse lugar está descobrindo que o verdadeiro tesouro é todo o imenso Raso da Catarina que precisa ser mostrado ao mundo para que todos venham conhece-lo e, com isso, seja ainda mais preservado e os milhares de moradores, sertanejos fortes e trabalhadores possam melhorar a sua qualidade de vida em sua própria terra, em suas raízes, onde viveram os seus ancestrais.
A visitação a estas terras, de forma organizada e coordenada, o compartilhamento das vivências dos seus moradores passadas com o que vêm de outros hábitos e costumes é um novo olhar para um novo amanhã.
Estenda o seu olhar para os tesouros naturais do Raso da Catarina!

